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Revista Cidade do Sol Bom Despacho

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Segundo o Jornal de Negócios, os dois candidatos a prefeito (Haroldo Queiroz e Vital) não estão com suas candidaturas ainda consolidadadas. Correriam risco de impugnação devido a pendências junto à justiça.



A Revista Cidade do Sol manifesta-se a favor da exigência de ficha limpa para candidatos a cargos públicos.



E acredita e espera que o Jornal de Negócios faça jus à sua credibilidade e não deseje interferir atabalhoadamente no processo como fez na eleição passada, quando, tendo como ponta de lança o talento escritor e jornalista Fernando Cabral, anunciou a vitória de Vital, numa virada de última hora, contra todas as pesquisas.



Não queremos que isso se repita: vamos fazer batalha política, mas sem apelação e forçar a barra. Ainda sobre as eleições municipais: o artigo do escritor, jornalista e candidato Tadeu de Araújo Teixeira dessa semana definiu com rara felicidade o tempo das eleições, tempo de agito, movimentação, mudança.



A Revista Cidade do Sol só não gostou da seguinte passagem: "deixarão sempre uma marca de compromissos que, às vezes ou em partes, serão honrados". Na-na-ni-na-não, Sr. Tadeu. Prometeu, tem que cumprir na íntegra. Promessa não cumprida é mentira, falsidade ideológica. A Revista Cidade do Sol não perdoa, não.



Renato Fragoso comentou uma charge da revista New Yorker com o seguinte subtítulo: "quem é esse clã Obama, afinal?" A New Yorker costumava ser democrata, como boa parte da cidade de New York (ou seja, de esquerda para os padrões norte-americanos), mas agora parece ter sacaneado Obama. O comentário de Fragoso, colunista do Jornal de Negócios, vai nesse sentido. Em resposta, Obama, muito inteligente, comentou que a New Yorker atacou não a ele, representando a ele e a sua mulher como islâmicos, mas a comunidade islâmica norte-americana, bastante significativa.



A New Yorker ainda não tomou partido nessa campanha, mas essa charge é claramente anti-Obama. O nome de Obama, afinal, é suscetível a trocadilhos com Osama. A charge pode ser encontrada em:







http://www.anewtone.com/2008/07/obama-and-michelle-any-questions.html








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Se Cercar Vira Hospício: Bom Despacho em Hospício é Deus







Lúcio Emílio do E. S. Júnior







Bom Despacho não está na geografia literária nacional. Minha esperança é conseguir colocar a cidade a partir desse livro, Hospício é Deus, de Maura Lopes Cançado. Nascida em uma fazenda perto de Patos de Minas, Maura morou em São Gonçalo do Abaeté, Bom Despacho, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e morreu num hospício do Rio de Janeiro em 1993.

Em vida, publicou dois livros: um de contos, O Sofredor do Ver e um diário, Hospício é Deus, além de contos no Suplemento Literário do Jornal do Brasil, onde trabalhou. Todos os livros dela agora estão fora de catálogo, mas já foram citados em crônicas de Nelson Oliveira, Carlos Heitor Cony, Ferreira Gullar e outros.

Em Hospício é Deus, diário do hospício, ela falou, brevemente, da fase em que viveu em Bom Despacho, casada com um filho do então Coronel Praxedes:



Vivi durante cinco meses em casa de meus sogros, todo este tempo acreditando-me apaixonada pelo pai de meu marido, homem forte, alto, muito bonito, de quarenta anos, coronel da Polícia Militar e comandante do batalhão existente na cidade onde morávamos. Diziam-me parecida com uma sua ex-amante. Isto me excitava deveras (CANÇADO, 1979, p. 24).



Essa fase em Bom Despacho, onde foi casada com o filho do Coronel, foi decisiva na vida de Maura. Ela, que sempre vivia em conflito com seus valores morais, separou-se com quinze anos, após ter casado com quatorze e tido um filho. Maura tentou ser aviadora, pois o filho do Coronel era então aviador, embora fosse um rapaz de dezoito anos. Maura foi muito discriminada em Minas por ter sido descasada, tendo se mudado de Bom Despacho para São Gonçalo e depois para Belo Horizonte, gastando a fortuna do pai, rico fazendeiro, ao viver em hotéis, sem conseguir estudar, atormentada por seu casamento desfeito, muito chocante para a moral dos anos 40/50. Deixou Minas pelo Rio, deixando um filho, Cesarion Praxedes, vivendo com a família aqui. No Rio, conseguiu a admiração de muitos intelectuais, tais como o poeta e jornalista Reynaldo Jardim, que fez para Hospício é Deus um belo prefácio e ajudou-a durante suas internações.

Maura sentia-se acolhida em hospícios, uma vez que chegou a tentar suicídio e sofria de convulsões e intermediava euforia com depressões, situação que a impedia de ganhar a vida trabalhando em jornais no Rio de Janeiro.

Notícias da cidade nessa semana:



A Fazenda Santa Helena, situada aqui em Bom Despacho, está vendendo feno para os Emirados Árabes. Lá, o feno alimentará camelos e cavalos de corrida. A notícia saiu na capa do caderno Agropecuário do Estado de Minas de 18/08/2008.

Bom Despacho (MG)