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Revista Cidade do Sol Bom Despacho

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Sejam bem vindos: essa é a Revista Cidade do Sol, periódico de informação, arte, cultura, arte e política da cidade de Bom Despacho (MG).

Eleições Bom Despacho no Youtube. Cole o linque abaixo no seu
navegador:

http://br.youtube.com/watch?v=zNruvDhubXQ


PREFEITO NO TJMG

As eleições estão chegando. Para refrescar a memória sobre as falcatruas do atual prefeito Haroldo Queiroz esse é o linque dos quase 50 processos contra ele.(site do TJMG)


http://www.tjmg.gov.br/juridico/sf/proc_resultado_nome.jsp?nomePessoa=haroldo+de+sousa+queiroz&tipoPessoa=X&naturezaProcesso=0&situacaoParte=X&comrCodigo=0074&numero=1

QUEREMOS TV LOCAL JÁ!

Nessas eleições, a revista Cidade do Sol cansou de ver propagandas de outras cidades: Divinópolis, Araxá...Precisamos de uma TV local em Bom Despacho. Essa será uma longa luta, mas a revista chama os cidadãos para protestarem junto à TV Integração, exigindo esclarecimentos: não é viável uma tevê local? Qual o motivo? Os empresários locais não têm interesse? Os custos da propaganda no período eleitoral são demasiado altos? Enfim, solicitemos das TVs que nos atendem (TV integração, TV Alterosa) maiores explicações. Ou elas só querem faturar aqui?

A revista Cidade do Sol apóia a ida de Zé Toniquinho ao programa do Jô e republica a resenha do livro dele. Leitores: entrem no site do programa do Jô (jo@redeglobo.com.br) e solicitem que ele seja entrevistado. ABAIXO O PRECONCEITO!







Segredos de Alcova de Coquita Rugello: Minha Vida, Meus Amores







Lúcio E. do E. S. Júnior







O livro de memórias de José Vicente dos Santos (Minha Vida, Meus Amores, Brasília, 2008) do famoso gay bom-despachense Zé Toniquinho, é claramente um livro com um co-autor: Pedro Rogério Couto Moreira, filho do ex-presidente da Academia Mineira de Letras. A editoração é cuidadosa, realizada em Brasília; o livro conta com fotos coloridas e papel de muito boa qualidade. Faltou, no entanto, um índice para essa narrativa de mais de 150 páginas.



O gênero memórias talvez seja aquilo que fica melhor definido em termos de gênero dentro desse livro. Afinal, o gênero sempre foi o grande problema do autor: José é uma alma de mulher dentro de um corpo de homem. A identificação do autor (afinal, o sexo é um suplemento, não bastando para definir a identidade de alguém), foi com a figura da puta, hetaira, messalina. E é assim que o leitor é levado a ler esse livro: colocando-se na posição de quem ouve uma cortesã leviana contar seus segredos de alcova. A linguagem, embora tenha passado pela pena de um letrado, foi mantida crua, o que faz com que o texto beire o pornográfico e não seja recomendável para todos os gostos: é, definitivamente, um livro para adultos, indicado para os mais debochados e brincalhões.



O livro mantêm a âncora no social nas primeiras páginas, enquanto descreve sua infância em meio ao drama da pobreza e da fome, com a família desfeita após o desaparecimento da mãe no Rio de Janeiro. Aí está o verdadeiro valor desse relato, aquilo que será objeto de estudo dos historiadores das mentalidades e monografias de final de curso para os psicólogos.



Após o capítulo sobre as primeiras safadezas, não se pode mais tanto falar no autor e sim em Coquita Rugello, personagem andrógina, travesti e picaresca que ele soube, muito bem, criar. Mais do que um co-autor, esse livro tem um cu-autor. Freud escreveu que, para os invertidos, a penetração per anum torna-se um sucedâneo do ato realizado com a mulher: parece estar falando de Minha Vida, Meus Amores. Nesse texto orientado para dar prazer ao leitor com a penetração do leitor dentro dos recantos mais íntimos do corpo e da alma do autor, tudo converge para o ânus, que se torna uma espécie de substituto da vagina primordial.



O ânus ávido da personagem, CU-AUTOR, é um anus horribilis que só é conciliável com a religião se costurado, conforme afirma o próprio José, é o monstro que devora padres e abala a ordem social, buraco negro que tudo suga, constituindo o centro de suas memórias. O mundo contado de José Toniquinho é aquilo que se pode esperar ao ouvir uma puta veterana no cais de um porto: delírios de mau gosto e fantasias fálicas misturando-se a instantes em que a hipocrisia social é toda posta a nu. Pode-se dizer que o livro termina numa estranha espécie de empreendedorismo do próprio ânus e marketing pessoal orientado para o leitor na página 161, o autor proclama que tem 70 anos, está velho, mas ainda tem o rabo quente, está ativo e amando muito, como se estivesse convidando o leitor a procurá-lo para também fazer parte dessa história.



Vender seu Voto é ter Certeza de Eleger um Corrupto!

A afirmação acima é forte, mas existem políticos que compram votos mesmo assim. Em Bom Despacho a justiça eleitoral verificou que as faixas contra a venda de votos estavam sendo retiradas.
A política no Brasil e em especial na cidade de Bom Despacho é, para falar uma gíria, um bode: mesmo os candidatos com ficha suja na justiça ficaram livres para se candidatarem. Sabendo que tem a ficha suja, candidatos inescrupulosos esperam ganhar eleições contando com a passividade da população. Ingênuo, o povo diz que eles roubam, mas fazem. Quem rouba está fora das regras básicas de ética estabelecidas nos Dez Mandamentos, onde se pode ver que o pecado fundamental é o roubo, derivando daí os demais pecados. Quem rouba não acredita em Deus nem em Cristo. Todos sabem que na revolução russa o imperador (czar) foi derrubado e fuzilado pelos comunistas. Ocorre que, no lugar onde ele foi fuzilado, escreveram uma frase bíblica que é uma boa lição para os governantes do passado e de todos os lugares: o rei Baltazar não respeitava Deus nem os judeus e foi morto pelos seus.


CARTA PRÓ-CULTURA

ABERTA AOS CANDIDATOS À PREFEITURA E À POPULAÇÃO DE B.D.

Nós, artistas, arte-educadores e gestores culturais abaixo-assinados, formamos uma associação que pesquisa e atua na área sócio-cultural de nossa comunidade. Somos cidadãos interessados em construir uma expressão cultural da cidadania e não mais nos calar em relação a omissão do poder público no que se refere à importância da cultura como indispensável ao desenvolvimento social. Bom Despacho, atualmente não conta com: Secretaria Municipal de Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Fundo Municipal de Cultura, Conselho Municipal de Cultura e Conferência Municipal de Cultura. Esta situação deixa em estado crítico a cultura local e não podemos deixar que continue; portanto é hora de se implementar Políticas Públicas para a Cultura, pois somente assim haverá um significativo desenvolvimento social, econômico e turístico da nossa cidade.
Manifestamos aqui nossa postura de somente apoiar aquele candidato comprometido, em sua política pública, com os valores culturais; pois o direito à cultura é um direito humano. Não somente iremos apoiar, como também fazer valer este direito durante a administração futura. Afinal, a cultura permite a livre fruição de bens simbólicos, materiais e imateriais, expressando a vida coletiva local. Os governos não podem continuar implementando políticas públicas que separem desenvolvimento econômico, social e cultural.
Queremos, portanto, governos que respeitem os valores humanos e culturais presentes em cada bairro da cidade, para que possamos diminuir de modo significativo as desigualdades sociais hoje evidentes em nossa comunidade. Para isto, devemos privilegiar o caminho da cultura, porque isto move e une pessoas a pensar e fazer uma cidade com mais igualdade e justiça social. Assim, os futuros administradores de nossa cidade serão fundamentais para a transformação da realidade social atual, para o combate à exclusão social, econômica e cultural.
Queremos políticas públicas de cultura e que estas incluam a comunidade nas decisões e processos, pois de nada vale uma política pública de “cima para baixo”, afinal todos nós somos cidadãos e somos nós que fazemos a cultura.

Queremos e necessitamos também que, ao retomar as diretrizes da Secretaria de Cultura, que seja o indicado para o cargo uma pessoa competente e técnica, que consiga respeitar, estimular e facilitar a realização dos projetos de nossos artistas, que poderão contribuir e muito para o desenvolvimento de nossa comunidade.

Queremos governos que respeitem os valores humanos locais, multiplicando e estimulando ações cidadãs e assim, educar para uma vida mais digna. Acreditamos que governo e sociedade devem trabalhar unidos para construção de uma cultura democrática, componente central do desenvolvimento humano, que supere o autoritarismo, o clientelismo e os grupos de interesse político ainda muito presentes nas gestões públicas brasileiras. Por isto, convidamos todos os nossos conterrâneos a votar com consciência e a favor da nossa cultura!



Assinado: Geraldo Majela de Mesquita (Músico profissional, Compositor, Professor de Música), Cibele Oliveira (Cantora, Profa. de Canto, Psicóloga), Carolina Moreira (Arquiteta e Urbanista), Simone Guimarães (Profa. de Artes), Priscila Costa (Estudante de Gestão Cultural), Maria Aparecida Ferreira (Arte-educadora), Roberto Ângelo Costa (Historiador, Músico), Roberto de M. Queiroz Neto (Psicólogo, Coordenador do CRIA – Centro de Referência da Infância e Adolescência).


Cursos de Educação Física e Nutrição da UNIPAC Bom Despacho Reprovados no ENADE. O Exame Nacional de Desempenho verificou, a partir de provas realizadas em 2007, que pelo menos dois cursos locais estão abaixo do tolerável: tiraram nota 2, sendo que a média recomendável é 3. O exame, cujas notas variam de 1 a 5, avalia o desempenho dos formandos e dos alunos.

A situação dos cursos privados em geral não foi boa. Porém, os cursos que obtiveram menos do que a média 3, ou seja, 303 cursos (52%) vão ser inspecionados por especialistas do Inep. Desse total, 70 obtiveram as menores notas do Enade um e dois e os 233 cursos restantes nem sequer ganharam notas. Foram avaliados como sem conceito e, por isso, vão passar ainda pela supervisão da Secretaria Superior de Educação (Sesu). As instituições desses 303 cursos terão prazo de um ano, a partir da inspeção, para sanar as deficiências apontadas pelos avaliadores do Inep. Para isso, vão assinar um termo de compromisso. Se os problemas não forem resolvidos, o MEC abrirá processo administrativo contra a instituição de ensino e o curso poderá ser fechado. Estão na categoria sem conceito em Bom Despacho os seguintes cursos: Farmácia, Enfermagem, Biomedicina e Veterinária.

Fontes: Divinews, SINPRO-MG

MEGA PIZZA, NOVA PIZZARIA NA CIDADE. Experimente a nova pizzaria da cidade: Mega Pizza Massas e Sanduíches. Situada no bairro Ana Rosa, essa pizzaria estreou com produtos de muito boa qualidade: pizzas, crepes, sanduíches e outros tipos de massas. Por enquanto, está realizando apenas entregas em domicílio. O telefone para pedidos é 3521 4051.

Bom Despacho en français. A Revista Cidade do Sol recomenda as aulas de francês com a professora nativa Mme. Brigitte Paredaens. Telefones: 91913206 e 91281292.

No entender da Revista Cidade do Sol, recomendamos a SPACE CDs e DVDs, localizada junto ao Supermercado Fidélis, no bairro Arraial, como boa locadora. Novos Lançamentos de qualidade na SPACE CDs e DVDs:


O CORTE, 2006, direção: Costa-Gavras. Filme francês de um diretor grego (que deu seu voto para Tropa de Elite em Berlim) é um excelente policial construído a partir do drama existencial de um executivo desempregado. Deixa a respiração suspensa do início ao fim, tem ritmo, trama e diálogos criativos. Serve para quem tiver preconceitos contra o cinema europeu rever seus conceitos.


EU VOS DECLARO MARIDO E....LARRY, 2007. Direção: Dennis Dugan. Comédia de costumes com Adam Sandler. Sandler é excelente ator cômico e vale o filme, que ganhou o prêmio Framboesa de Ouro como um dos piores filmes em 2008. O roteiro realmente não garantiu um humor de alto nível: é besteirol mesmo. Chuck e Larry, dois amigos e bombeiros em New York fazem-se passar por um casal gay para lucrarem com o fato, mas o casamento causa reações em cadeia no ambiente homofóbico onde trabalham. Para ver pensando no caso brasileiro do sargento gay que assumiu e até hoje está preso por deserção. Algumas situações, como a festa à fantasia, são engraçadas. Fora isso, o filme se desequilibrou ao tentar ser simpático aos gays fazendo as brincadeiras típicas dos heteros. Não faltou, para nosso espanto, nem a famosa cena do sabonete no vestuário dos bombeiros.

CRÔNICAS



Dai a César o que é de César



Santo Velho



Muitas figuras do mundo da fantasia, pois é assim que vejo tipos considerados no mínimo esquisitóides, já transitaram por nossas ruas outrora empoeiradas, povoadas de cavaleiros, tropas de burros, carros de bois, agora entupidas de automóveis, motos, mulheres, crianças, velhos, bicicletas, e cachorros. Por estas ruas vimos desfilar a Júlia Doida, o Romeu das Latinhas, a Futrica, o Ministro Bode, o João Sapato, cuja existência quixotesca, já foi registrada em prosa e verso, por nossos escrivinhadores. Pois bem, estamos vivendo o auge das reinações do Cláudio cego e do ex-Homem do Saco, agora transformado no mais augusto César das ruas solarenses. Via-o de vez em quando, rosto coberto pela burca da camiseta encardida e esburacada, na Rua Vigário Nicolau, a navegar nos mares endiabrados de altas indagações filosóficas, estimulado pelo Mário Morais, que muito se divertia com a soberba intuição do Homem do Saco. Claro que no final, saía o chorado e custoso Real, único objetivo desse personagem brotado, quem sabe, de algum livro de ficção ainda inédito.

Desço toda tarde a Rua Faustino Teixeira, rumo à Panoli, para buscar o meu pão de cada dia ou, mais precisamente, a rosca caipira que me faz lembrar as quitandas da minha avó, a saudosa Dona Adelina do Jonas do Espírito Santo, este, o famoso maquinista da 207, da antiga RMV; Rede Mineira de Viação, a Ruim Mas Vai. Entre lembranças da velha estação ferroviária, das oficinas que por ali existiam, da figura do maquinista Jonas, azeitando a sua locomotiva, a mais lustrosa de toda a companhia, deparo com o nosso César. Não usa mais a burca; ele mesmo é que assim denominou a fralda da sua camiseta sempre em estado deplorável. O que me chama a atenção agora é o seu cachorro. Um vira-lata evidentemente, mas exibindo pompa e majestade. É altivo e dócil. Não resisto e, antes de dar a César o Real implorado, faço ao nosso augusto imperador, a pergunta banal que todo mundo faz:

Qual é o nome do cachorro, César?

A resposta veio pronta:

Cobertor!

Ele viu o meu espanto.

É Cobertor. Ele me dá cobertura, enquanto trabalho...

Perguntei se podia tirar uma foto do seu fiel escudeiro. César não entendeu e pensou que eu queria comprar o Cobertor e ficou bravo.

O Cobertor eu não vendo por dinheiro nenhum, nem 100 mil dólares. Já teve um americano interessado, mas não vendo. Ele dome comigo na mesma cama, come no meu prato.

Fiquei sem saber se desfazia o equívoco ou se seguia o meu caminho. Na minha hesitação, César pôs-se a afagar o Cobertor e segredar-lhe palavras de carinho.

Não é, Cobertorzinho, vendo ocê não... ele é meu Cobertor quentinho...Meu Cobertor... de orelha.

Imagine como poderia ser...

O turismo na Cidade do Sol

Da Redação

Primeira Colina

Bom Despacho deita suas raízes no Ciclo do Ouro, já que os primeiros povoadores da região vieram das paragens de Pitangui, uma das vilas, a sétima, fundadas pelo então governador, Dom Brás Baltazar da Silveira, em razão das grandes jazidas de ouro ali existentes. O turista, tão logo põe os pés nesta terra abençoada, sente o clima. Percebe que está numa terra ensolarada, cercado de gente amiga, alegre e cheia de espírito. A rede hoteleira da cidade prima pela perfeição em tudo. O turista pode escolher: além dos excelentes hotéis urbanos, existem várias opções na área rural, com acessos asfaltados e deslocamento rápido, como é o caso do casarão restaurado da Colônia dos Alemães. As escolas ensinam quatro idiomas, o inglês, o francês, o alemão e o espanhol. O turista estrangeiro consegue se comunicar sem dificuldade.
A nossa primeira atração é o complexo arquitetônico do 7° Batalhão de Polícia Militar, compreendendo o antigo Ginásio, a pracinha com coreto e a igrejinha de Santa Efigênia. Um guia vai contando como surgiu aquele espaço único no mundo, a beleza do estilo bretão neo-clássico do Quartel, a carpintaria do coreto, tipo pagode chinês, cujo teto não tem apoios no centro. Sua técnica de sustentação é bastante original. Depois, o turista pode visitar o Museu Histórico do 7º BPM, onde estão objetos antigos, fuzis, uniformes e outros equipamentos usados na Revolução de 32 e um rico acervo de objetos que contam a sua trajetória como baluarte do Centro-Oeste.
Antes de passar à segunda colina, o turista pode visitar o parque da Rede Mineira de Viação. A prefeitura refez cinco quilômetros da antiga linha férrea, que vai da fábrica de tecidos até a porta da fazenda do Mané Gontijo. Restaurada, a locomotiva 325 tem dois vagões de passageiros, com oitenta poltronas, tudo como há cinqüenta anos. Durante o tour, a história da estrada de ferro em Bom Despacho é narrada por agentes, chefes, maquinistas e foguistas vestidos a caráter. Retornando à Praça da Estação, o turista, emocionado com aquela incrível volta ao passado, agora vê todos os ícones desse período prosaico da história solarense num dos mais completos museus da era ferroviária: o Museu Ferroviário de Bom Despacho. Do lado de fora do museu, também são oferecidos souvenirs, incluindo locomotivas em miniatura para deleite da garotada.

Segunda colina

Depois o turista é levado a visitar o conjunto da Praça da Matriz, onde pode admirar uma das igrejas mais bonitas do mundo. Alinha-se com a Notre-Dame de Paris, com a catedral de São Basílio, em Moscou, ou mesmo com as catedrais de Milão e Veneza, na Itália. Em volta da praça, banhada copiosamente de luz, está uma feira de artesanato, não apenas de roupas e nécessaires, mas de objetos de cristal, produto da região. Mais adiante, ainda na praça, o turista pode saborear um gostoso café matinal caipira, com pão de queijo, broa de fubá de canjica, bolo de milho verde, suco de maracujá, sem contar com os deliciosos queijos, coalhadas, ricotas. Tem também melado e rapadura.

Terceira colina

Hora do almoço, o turista está subindo a colina mais alta da Cidade do Sol. Na Cruz do Monte, vai visitar uma antiga ermida. Lá está o Museu da Tabatinga, contando a saga do quilombo que ali existiu e a grande herança que nos deixou: a língua da Tabatinga. O turista irá adorar o palavreado sonoro e cativante, bem humorado, desse contributo cultural importante da etnia que ajudou a caldear a raça solarense. Aqui o turista se sente como se estivesse numa rua qualquer de Salvador ou Diamantina, estimulado pelo cheiro irresistível da feijoada completa, do angu, do frango ao molho pardo, do acarajé, do vatapá, da cocada, da ambrosia ou da caçarola italiana. Uma moqueca de surubim ao óleo de dendê, com pimenta malagueta e pirão de farinha de mandioca, produtos da região... hum ele vai não esquecer nunca. Irá contar para os amigos e, com toda certeza, o cuete avrura vai retornar.
Nas barraquinhas, o turista fica maravilhado com a cachaça artesanal da região, pinguinha boa mesmo, e a lingüiça de pernil, bem temperada, pouco toucinho e muita carne, precinho muito em conta.

Morro abaixo

Agora é a vez de visitar a Biquinha e beber sua água cristalina. A prefeitura cuidou de sanear a nascente, garantindo a sua pureza. O turista pode comprar essa água miraculosa, engarrafada industrialmente, com gás ou sem gás. Uma praça muito bem cuidada abriga também uma feira de calçados fabricados na cidade e região. Há também camisetas com inscrições que lembram a Cidade do Sol, daquelas que a gente encontra em Cabo Frio, Cancún, Paris, enfim, em qualquer cidade turística do mundo. Vende igual água. Além disso, os bordados bom despachenses são os mais apreciados do mundo, toalhas, jogos de cama, caminhos de mesa, em renda e crochê.
Todo sábado à noite, a Praça da Matriz é transformada num imenso palco ao ar livre. O turista pode escolher entre a música popular e a música clássica. No interior da Matriz, graças ao espírito comunitário da Paróquia, apresentam-se a orquestra sinfônica e coral da cidade. Do lado de fora, há grupos de seresta, conjuntos e bandas que executam música popular. É uma grande festa. Moças em trajes característicos servem comidas e pratos típicos. Percebe-se o deslumbramento do visitante com a educação e hospitalidade do povo.
Como última atração, o turista adentra o majestoso prédio do Museu da Cidade, com seus quase quatro mil metros quadrados de área construída e a maior biblioteca virtual do mundo. Tudo, literalmente tudo que existe em mídia eletrônica no planeta você encontra ali. Além disso, o Museu é uma espécie de universidade do povo; todos os cursos superiores, de pós-graduação e extensão. Ninguém paga um tostão. A universidade é mantida única e exclusivamente com as receitas do turismo.

Qualidade de vida

Bom Despacho tornou-se internacionalmente famosa por figurar como uma das cidades com o maior IDH do mundo (0,999, considerado altíssimo). IDH significa Índice de desenvolvimento humano. Esse índice é medido pela ONU e inclui educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e o PIB (renda per capita).
O turista irá perceber que a prosperidade do nosso povo e sobretudo a sua renda per capita de R$3 000,00 reais se iguala à das sociedades mais evoluídas do mundo. Não temos desempregados. A mortalidade infantil é zero. O jovem conta com uma completa rede assistencial, tanto para a prevenção de vícios, como para treinamento profissional. O primeiro emprego é uma garantia que a própria comunidade oferece, em comum acordo com as forças produtivas locais.
Em Bom Despacho não existe nenhuma rua sem saneamento básico (asfalto, água, luz, telefone, transporte coletivo). Não existe poluição atmosférica, nossas águas superficiais são limpas, temos a melhor rede escolar do Brasil, os índices de criminalidade são menores que os de qualquer cidade da Suécia ou Noruega. A cidade foi premiada pela ONU e apontada como exemplo para o mundo.
O Secretário de Turismo é um empreendedor de fama internacional. Soube criar oportunidades, conscientizar a população, vencer barreiras e edificar um sonho. Criou escola. Os futuros administradores do turismo em Bom Despacho saberão seguir os seus passos. Declarou à nossa reportagem que o segredo do sucesso é a imaginação criativa, a determinação e a coragem de ousar. Há milhares de maneiras de matar uma idéia. Por exemplo: quando alguém lhe diz isso não vai dar certo. Mas não existe uma única receita tão infalível para fazer um sonho tornar-se realidade;, afirmou.

Epílogo

Caro leitor, bem sei que sou um sonhador e, como dizia Lennon, sei também que não sou o único. Já que estou falando de música, vou citar um ícone brasileiro, Raul Seixas. Ele canta aos quatro ventos e proclama em alto e bom som que o sonho que se sonha junto é realidade. Nossa cidade tem potencialidade turística. Turismo não é só monumentos importantes e lugares históricos. O turista quer ver coisas diferentes e curiosas, mas também quer comprar, quer degustar comidas típicas, quer desfrutar de momentos mágicos, como estes que acabei de descrever, ainda fictícios. Uma idéia precisa de alguém que lhe dê realidade, que a realize no mundo concreto. Esta Revista irá lutar também pelo desenvolvimento cultural de Bom Despacho, chamando a atenção de sua gente para o enorme potencial turístico de nossa cidade e ainda sem utilização.

www.penetralia-penetralia.blogspot.com (blog do professor Lúcio Jr)

CARTAS

Prezados Renato, Itamar, Jacinto, Alexandre,

Hoje tomei conhecimento da revista que o professor Lucio Emilio estreou na Internet,
o link é:

http://lucemiro.tripod.com/revistacidadedosolbomdespacho/

ao Lucio desejo sucesso e que seu trabalho seja um contra-ponto inteligente e saudável para a discussão de boas idéias.

Felicidades,

::: Italo de Azeredo Coutinho
::: www.saletto.com.br/italocoutinho [novo site]
::: (31) 8832-4742

CARTA DO RENATO SOBRE UM CAIPIRA NA TV


Meu caro Lúcio,

Wulcino Teixeria de Carvalho, autor de Bravuras e Bravatas de um Caipira, bom-despachense da gema, esteve no programa Arrumação da TV Minas, no domingo 27/07/2008, conversando com Saulo Laranjeira e Olavo Romano.
A entrevista está no You Tube.
Quem quiser assistir, é só clicar:
http://www.youtube.com/watch?v=pRMjpA6hErU

sdçs.
Renato


---------- Forwarded message ----------
From: Renato Fragoso <refrago@gmail.com>
Date: 2008/7/21
Subject: Re: Revista Cidade do Sol
To: Lucio <lcesps@yahoo.com.br>

Uma carta de Renato Fragoso:

Meu caro Lúcio,
Parabéns pela iniciativa.
A Revista Cidade do Sol nasce com maturidade jornalística, independência, senso crítico e humor visceral.
Obrigado pelo presente. Pode ter certeza que a Revista Cidade do Sol terá um leitor cativo.
Viva o municipalismo!
Abçs.
Renato.

Visite outros sites e blogs em Bom Despacho: http://www.guiabd.com.br/home.asp (guia de negócios e empresas da cidade) http://paraclito45.blog.uol.com.br/arch2007-12-23_2007-12-29.html (blog do José do Espírito Santo) www.emiliojunior.zip.net (blog de comentários sobre cultura e política) http://bomdespachomg.com.br/ (site sobre a cidade, sua história, cultura, localização, etc.) Site de Filosofia do Lúcio Jr: http://lucemiro.tripod.com (último texto publicado: um comentário do búlgaro Kiossev sobre a filosofia de Axel Honneth, autor a ser cobrado no vestibular UFMG 2008).

Bom Despacho (MG)